O telão piscou. A foto da garota de cabelo curto, agora apagada, foi substituída por uma silhueta cinza. Ela se afastou após conversar com o time, em especial, uma garota loira. Após isso, ela deixou a área de treinamento, perdendo todas as vidas que tinha na prova. Kasia e Rudan pularam em cima de Isane, ela ficando com os olhos um pouco mais abertos do que o de costume, esticando os ombros um pouco para cima, parecendo um gato assustado. Será que é assim que ela demonstra estar envergonhada? A equipe azul fugiu, se escondendo no meio da mata, ainda mais longe do que estavam antes, fora do nosso alcance. Faltavam vinte minutos para o fim da prova.
— Muito bom, Isane! — Falei, ainda impressionado com o acerto dela.
Não respondeu. Apenas assentiu de leve, como se aquilo fosse apenas mais uma parte do plano. Para ela, não era um feito digno de orgulho, era como se fosse sua obrigação.
— Estamos com seis agora. — Olhando para o telão, Kasia contou a quantidade de pontos da outra equipe. — Então essa garota loira é o rei do time azul, não é?
— O certo não seria chamar de rainha? — Rudan cruzou os braços, olhando para o telão.
— …É melhor você não dar em cima dela, ouviu? — Cutucando o ombro de Rudan, Isane o encarou com sua inexpressividade habitual.
— Eu jamais faria isso! Ela é bonita, sim, mas… — Rudan tentou se explicar mas tudo que conseguiu foi fazer Isane franzir a testa e Kasia cobrir a boca dando uma risadinha.
— Desde o começo acho que deveria ser parte da estratégia o mistério de quem é o rei da equipe. — Expliquei — Para os outros, ninguém sabe quem é o rei do nosso time.
— Os números da equipe vermelha continuam subindo rápido… estão com nove pontos. — Rudan completou, olhando para cima, inquieto.
— Miken. — Murmurei, mas meus aliados escutaram.
Kasia virou-se para mim tensionando a cabeça um pouco para a direita. — Quem?
— Um babaca qualquer. — Precisamente Rudan, precisamente.
— Ah é, você não chegou a conhecer ele. Se encontrar um élhain loiro de nariz empinado, já sabe quem é. — Aposto que ele trataria a Kasia da mesma forma que Rudan e Isane.
— Ele não pontuou até agora. — Isane franziu a testa. — Ele não me parece do tipo que ficaria para trás.
— Pode estar guardando energia pro final, tá ligado? — Sugeriu Rudan. — Tipo aparecer quando todo mundo já tiver só o pó.
— Olhe para a pontuação do time deles e pense de novo. Ele está com zero, um está com quatro, a outra com dois e o último com três. Acho que o élhain de ego fragilizado é o rei do time, não acha? — Continuei explicando minha teoria para eles. — Eu acho que sei exatamente o que ele quer fazer.
Isane olhou para mim como se já estivesse entendendo tudo o que eu queria dizer. — Você acha que o plano dele é te derrubar com as próprias mãos, não é, Lucen?
— Vocês têm alguma marca no passado? — Questionou Kasia, curiosa. — Nós temos muitas tribos rivais na minha terra natal, inimigos geracionais, como os Mu’ten.
— Não temos. Ele acha que somos inimigos por achar que sou privilegiado e esnobe por nascer um Osfner. — Com um tom suspirante, logo troquei para um sorriso de canto de boca. — Bom, acho que eu realmente sou um pouco esnobe… Ele nem vai conseguir me acertar.
— Assim que se fala, capitão! — Rudan sorriu na minha direção. Ser chamado de capitão me deixou um pouco envergonhado.
— Então não devemos ficar parados aqui… vamos voltar para a prova. — Preparando mais uma flecha, Isane olhou para baixo. — Só tenho mais três flechas…
Nós quatro descemos da árvore e começamos a caminhar por uma área mais seca da arena, menos cercada de neve, o que dificultou encontrar adversários.
Kasia se abaixou. Ela começou a detectar pegadas, os movimentos deixados pelos outros jogadores, pequenos círculos verdes de energia em suas mãos, era como se ela pudesse sentir a natureza.
Olhei para o telão, o tempo estava passando mais rápido do que eu gostaria… — Estamos com seis… ainda é pouco. Vamos adiante.
— Certo, estamos chegando perto. — Kasia confirmou com a cabeça.
Enquanto andávamos pela floresta, tentando emboscar alguém, Kasia parou de repente. Imediatamente fiz o mesmo.
— As folhas dizem sobre um perigo à frente. — Kasia falou enquanto pegava um punhado de folhas secas. De alguma forma, ela conseguiu notar um padrão de pegadas nelas… É assustador o quanto ela é boa nisso.
Rudan se esgueirou e ficou atrás de uma árvore, escondendo as asas. — Calma aí… acho que estou vendo alguma coisa.
Kasia ficou abaixada ao lado dele, vendo por trás de algumas moitas. — Equipe azul e equipe lavanda… A equipe azul acabou de eliminar os dois que faltavam. Estão com doze agora.
Rudan sussurrou olhando para ela. — Sim… e estão se movendo bem devagar. A loira está no centro, um dos caras mais atrás. Eles parecem meio perdidos… ou cansados. Olhei para o placar e notei que eles tinham somado doze pontos.
— Pessoal… eu tenho um plano. Venham aqui. — Sussurrei para cada um deles como nossa estratégia deve ser feita. Ainda estávamos invictos, nenhuma vida perdida.
— Mhm, parece ter sentido. Vou ficar aqui protegendo a Isane. — Disse Kasia com um sorriso no rosto.
Isane ficou pensativa por um momento, mas concordou com a cabeça. — Um pouco arriscado… mas faz sentido. Vamos nessa.
Rudan cruzou os braços e deu um sorrisão. — Só não vai querer todas as glórias pra você.
Cerca de um minuto depois de discutirmos o plano. Isane disparou uma segunda flecha, contando até a luz acender. Para nosso azar, vi que a flecha não os atingiu por pouco. Por sorte eu já tinha antecipado nosso plano B caso a flecha não os atingisse.
— Droga, de novo! — O garoto com mullets gritou e correu para se esconder atrás de uma árvore. Os três ainda estavam bem próximos. Erro deles.
Isane mantinha seus olhos nos alvos. Ao mesmo tempo, adiantei nosso plano, avançando pelas árvores. Corri o mais rápido que para cercá-los. Isane, atenta, atirou criando a distração, e antes que eles pudessem tomar cobertura na árvore, de trás deles, joguei a haste da lança contra a terra, fazendo-a quicar. O outro rapaz, com uma franja, se assustou com ela, caindo para trás.
— Tarde demais, me desculpe se isso doer um pouco. — Saí de trás das árvores em um impulso, usando minha magia de análise para garantir que ia acertar. Primeiro, toquei no alvo do garoto com os mullets com a mão direita, e, quase que ao mesmo tempo, pisei no alvo das costas do garoto com franja, pegando impulso, segurei minha lança de novo e a cravei contra o chão. Foi tipo fritar um ovo com duas gemas.
— Que diabos?! — O garoto com mullets sacudiu a cabeça. Ele era meio alto, tão magro quanto eu. Se fosse dizer, poderia ser membro daquela banda na coleção de discos do meu avô, Os Beagles. — Ray, você tá bem?
— Minhas costas sim… mas, meu queixo, cara… — O garoto com franja era da minha altura, ele se levantou até que rápido. Tinha um pouco de sangue saindo da boca dele. Ray cuspiu no chão, ajeitando o maxilar com uma das mãos.
— Foi mal, não queria que tivesse se machucado. — Tirei a ponta da lança do chão, já me preparando para continuar a luta.
Estava de frente para a equipe azul, eles ainda incrédulos com o que acabou de acontecer. Agora, nós tínhamos oito pontos.
— Nate, Rayner! Seus idiotas! — Ela era a típica riquinha mandona… Melhor tirar o Rudan de perto dela. — De onde é que você veio, Osfner?! — A garota apontou para mim, ainda assustada.
Ajeitei meus óculos — Se vocês continuarem não prestando atenção… — Quase como se fosse um replay, Rudan mergulhou dos céus de novo, dando um tapa de leve nas costas de Nate, usando suas asas para ajudar em uma cambalhota e ficar voando do meu lado. — …Vão continuar perdendo.
Nate ficou arregalado com a velocidade de Rudan, é claro. Se eu estivesse no lugar dele, nem eu poderia o acompanhar. — Honestamente… quando te vi no primeiro lugar da primeira prova, senti inveja. Mas pelo visto, você parece ser mesmo o que dizem. Não vou perder sem lutar. — Nate ameaçou empunhando um martelo.
Rayner sacou uma espada longa, nos encarando e em seguida olhando para Nate. — Só temos uma vida restante, e eles têm três. Toma cuidado.
A garota loira segurava um arco e flecha, ainda irritada. — Que porcaria… Tomem cuidado, ainda tem alguém tentando acertar a gente.
As palavras dela me despertaram para algo. Isane ainda tinha outra flecha… — porque ela não atirou ainda? Tem algo errado. — Rudan, Ninja e Druida! Alguma coisa aconteceu!
Um pouco mais acima, Rudan me olhou um pouco preocupado. — Tá, mas te deixar sozinho aqui contra três? Tá maluco?
Um frio percorreu minha espinha, mas sacudi a dúvida. — Deixa comigo, não se preocupe! Pensa no jogo. — Apontei com a lança para ele ir atrás delas.
— …Tá! Vê se não banca o herói! — Rudan voou como uma bala na direção em que Isane e Kasia estavam. A garota loira tentou acertar uma flecha nele, mas ele se esquivou com habilidade. Eu confio, eles não vão perder.
Meus três adversários me olharam um tanto confusos, mas logo iniciaram suas investidas para me atacar. Não posso subestimá-los.
Alguns instantes de silêncio se fizeram pelos dois lados. Não tinha vento circulando as árvores por ser um domo fechado… apenas o frio congelante conforme o sol começava a se pôr nas terras geladas de Gorskaria.
Magia Marcial, Primeiro Ataque.
Meus olhos acompanhavam as aberturas, da mesma forma que me alertava do perigo de seus ataques. Rayner era rápido, tentou me golpear com um ataque na vertical com sua espada, mas era fácil de defender, já que nossas armas eram do mesmo material, bloqueei usando a haste da lança na horizontal. Após o choque das armas, ambos demos um passo para trás, então Nate avançou pelo outro lado, tentando contornar para acertar o alvo nas minhas costas. Não sabia se os LEDs estavam acesos. O afastei girando a lança em volta de mim, o atingindo no rosto com a extremidade oposta da ponta, fazendo-o cambalear para trás.
Eles continuavam tentando me acertar, me afastava aos poucos, me esquivando de seus ataques por pouco. Nate avançou com um golpe diagonal. O martelo passou raspando pelo meu rosto, o que me fez afastar sem pensar — um atraso de meio segundo e eu estaria no chão. — Isso é ruim…
Um galho estalou atrás de mim. O som ecoou, me lembrando que até a floresta era minha aliada… ou minha inimiga. Eles eram bem melhores do que a equipe marrom e lutam bem em equipe. Eu tenho que me afastar, atacar um de cada vez. Uma coisa que meu pai me ensinou é que um campo de batalha tem muito mais do que duas dimensões — ele é tridimensional.
No segundo que eu olhei em volta procurando uma árvore, Rayner acertou uma rasteira na minha perna. — Droga! — Agora não tinha jeito, eu tinha que arriscar. Rolei minhas costas contra o chão, não sabendo se eu iria perder uma vida ou não.
Depois disso, Nate saltou, gritando — Hah! — e afundou o martelo no chão, que acertou de raspão no meu braço… Doeu um pouco, ele era mais forte do que parecia. Mas isso ainda era uma abertura.
Tive que contar com a sorte. Usando minha perna, tentei acertar um chute com o calcanhar nas costas de Nate, que ainda estava abaixado por conta do golpe. Para meu azar, nada aconteceu. Ainda com minha lança em mãos, apoiei-me com ela para levantar e me afastar o mais rápido que podia para usar o terreno ao meu favor. Ainda bem que meus oponentes se importam um com o outro.
— Nate, ele te acertou! — Rayner gritou com o amigo dele por alguns instantes, tirando os olhos de mim.
— Relaxa… eu ainda tô no jogo. Os LEDs estavam apagados… — Nate olhou na minha direção.
Eu já estava usando a lança para me ajudar a escalar os galhos da árvore, alguns deles que rangiam sob meu peso — Como que a Isane e a Kasia conseguem fazer isso tão fácil?
— A garota loira tentou atirar uma flecha na minha direção, mas passou até que longe. Como a flecha ficou presa no tronco, eu a arranquei usando a força.
— Quase que acertou ele, Trinity. — Nate tentou ser legal com ela.
— Quase acertei?! Você tá cego por acaso? — Ela estava bem irritada. — Não sabia que os Osfner se escondiam feito esquilos!
— Haha, é a primeira vez que me chamam assim! Beleza, se eu sou um esquilo, tenta me pegar. — Falei na direção da equipe azul enquanto desaparecia pelo topo das árvores.
Continuei os observando de cima, eles utilizaram uma estratégia simples para evitar um possível ataque. Eles se uniram em uma formação para se defender contra ataques vindos de ângulos desconhecidos, formando um círculo, de costas voltadas uns para os outros. Eu já tinha o começo de um plano em mente.
Me afastei um pouco, tentando fazer o mínimo de barulho que eu podia. Conforme pensava no que fazer, eu não sabia como completar o que eu estava planejando… até que eu me lembrei de algo. Não estava ventando.
Fiquei uma distância longe o suficiente para que não pudessem me atingir e curta o suficiente para que eles ainda pudessem ver o que estava para fazer. Então, arremessei minha lança com tudo no chão, que fincou na terra na diagonal. O rapaz chamado Rayner viu, eles continuaram na mesma formação, indo em direção a minha lança. Eu, por outro lado, já estava acima de onde a lança caiu.
Trinity, analisando de onde a lança teria sido jogada, olhou para onde eu estava alguns segundos atrás. Ela não conseguiu ver ninguém e continuou me procurando, sem sucesso. — Se está na diagonal, ela caiu dali… mas onde que ele está?
Nate se abaixou para olhar minha lança, ver se tinha algum truque ou coisa parecida, os outros dois estavam olhando para os lados me procurando, observando de onde a lança tinha sido jogada pelo ângulo que ela fincou. Uma pena para eles, que não olharam totalmente para cima.
As costas de Nate estavam expostas, e o LED azul de seu colete brilhou mais uma vez. Eu segurei a flecha que Trinity havia atirado antes, respirando fundo, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Soltei a flecha, deixando a gravidade fazer seu trabalho. Eu continuei me afastando, sentindo que até mesmo o som das batidas do meu coração podiam entregar onde eu estava. Após dar a volta pelo tronco de outra árvore, vi no telão que Nate foi eliminado.
— O quê? — Nate exclamou confuso com o que aconteceu. — Eu perdi, mas, de onde…?
Eu desci da árvore, observei os três discutindo enquanto esperava o momento certo, escondido atrás de uma grande rocha.
— Não é possível! Cadê ele?! — Trinity olhou para os lados me procurando, mas sem sucesso.
— Uma flecha. — Rayner se abaixou para pegar. Perfeito…
Rayner parou por um momento, franzindo a testa. Ele virou lentamente o rosto, como se tivesse sentido algo errado — talvez um som, talvez um arrepio. Mesmo assim, ele hesitou. Foi nesse intervalo de dúvida que me movi.
Passei por dentro das árvores, me esgueirando atrás de onde ele estava, ainda um pouco longe. Analisei o padrão de movimento dele, usando as sombras das árvores de um dos lados, que estavam mais escuras por conta do pôr do sol. Eu me esgueirava aos poucos, com passos silenciosos. Alguns segundos após os LEDs acenderem, já estava adjacente a eles.
— Espera… — Rayner ergueu os olhos no instante em que uma sombra se esgueirou por entre os galhos. Tarde demais.
— Me procurando? — O surpreendi encostando no alvo das costas dele, pegando a flecha de suas mãos. — Foi mal, nada pessoal.
— De onde você veio…? — Rayner me olhou assustado, como se eu fosse algum tipo de fantasma ou assombração.
— …A gente perdeu…? Mas…? — Nate ficou sem palavras, ele parecia decepcionado consigo mesmo. Ele arregalou os olhos, mão pairando no ombro de Rayner, incapaz de se mover.
Trinity, por outro lado, não disse nada de imediato. Apertou o arco com força, desviando o olhar. — Se eu não tivesse hesitado em atirar, talvez ele não tivesse conseguido.
Eu estendi a mão para Nate, que ainda estava no chão. — Ainda tem mais uma prova. Não desistiria se fosse você. Quem joga a toalha antes da hora acaba perdendo.
Nate me olhou confuso, mas decidiu aceitar a derrota naquela batalha — É verdade… E você é tão bom quanto dizem mesmo. — Ele apertou minha mão, se levantando — Obrigado, eu acho…
Trinity soltou o arco e flecha, deixando cair no chão — Por que você se esforça tanto? Você é um Osfner. Podia só comprar a vaga, não? Por que você não simplesmente usa o dinheiro ou influência para entrar na escola? Sabe, você nem precisa se esforçar para isso… — Pela primeira vez, Trinity disse algo sem parecer irritada, mas sim desolada.
— As pessoas têm grandes expectativas sobre mim… Se eu não me provar, ninguém vai acreditar que mereço estar aqui. O que acabou de me dizer é a prova disso. No campo de batalha, o mais preparado pode tirar tudo de você. É a mesma coisa aqui. O dinheiro, status, fama, não podem comprar habilidade. — Ponderei para ela, já com a lança em mãos e me afastando.
O semblante de Trinity, antes desolado, agora era apenas de tristeza — Não era só sorte, né? Você planejou tudo isso desde o começo… Eu falhei, nunca vou conseguir… A culpa é minha, não sei se eu quero continuar…
Eu me senti um pouco culpado, mesmo sabendo que isso faz parte das provas. A equipe azul parece ter muito potencial, eu não queria eliminá-los assim, mas não posso motivá-los… — Se você vai desistir com uma simples derrota dessas, vai embora. Os campos de batalha não pertencem a você. Você é fraca.
Trinity olhou para minha falsa provocação com um olhar furioso. — Seu metido arrogante, eu vou fazer você perder! — Trinity se levantou com lágrimas nos olhos, cerrando os dentes, apertando o arco com força, fazendo-o rachar um pouco.
Não pensei que ela fosse cair nessa tão fácil… — Certo… Vou estar esperando. — Me virei de costas e fui embora, com um gosto amargo na boca. Odeio ser o malvado da história. Ganhar era o esperado, mas, por algum motivo, não me sinto vitorioso. Só mais cansado do que antes… Mesmo marcando os seis pontos, Isane, Kasia e Rudan precisam de mim. Devo continuar para ajudá-los.
Minha respiração estava acelerada demais. O braço ainda latejava — a pancada do martelo que foi mais forte do que eu pensava. Mas eu não podia parar. Ainda não… Eu tinha que procurar pelos meus amigos.
Olhei para cima do telão, notei que já estávamos com onze pontos, empatados com a equipe azul — agora eliminada. Mas, antes que eu pudesse comemorar, a imagem no telão fez meu coração disparar. Corri entre as árvores antes que o cansaço me atingisse, ao ver o número de vidas de Isane alterado.
créditos:
escrito por Vicarious Leal